domingo, 17 de janeiro de 2010

Paulo Freire

Paulo Freire



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Nota: Para outros significados de Paulo Freire, ver Paulo Freire (desambiguação).











































Paulo Freire


Paulo Freire


Nome completoPaulo Reglus Neves Freire
Nascimento19 de Setembro de 1921

Recife, Pernambuco
Morte2 de Maio de 1997 (75 anos)

São Paulo
NacionalidadeBandeira do Brasil Brasileiro
OcupaçãoEducador
Escola/tradiçãoMarxista
Principais interessesEducação
Idéias notáveisPedagogia crítica

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, Brasil 19 de setembro de 1921 — São Paulo, Brasil 2 de maio de 1997) foi um educador brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial[1], tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.








Índice


[esconder]




Biografia


Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização.
Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma
inspiração para gerações de professores, especialmente na América
Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.[carece de fontes?]


O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do
pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a
fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico.[carece de fontes?]
Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a
conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos
e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.


A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em
1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo
Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado
primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado
ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.


Primeiros trabalhos


Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito,
mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar
disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor
numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em 1944,
casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois
viveram juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.


Em 1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da Teologia da Libertação.


Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, em 1962, realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País.


Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira,
com a qual o Freire concorrera, em 1959, à cadeira de História e
Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do
Recife.


O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em varias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970), e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire[carece de fontes?], ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.


Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Genebra, na Suíça,
trabalhando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas.
Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em
colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.


Com a Anistia em 1979 Freire pôde retornar ao Brasil, mas só o fez em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, para a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA - Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos
que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente
petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de
governo.


Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988,
o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo Freire,
conhecida pelo apelido "Nita", que além de conhecida muito antiga era
sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.


Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire,
para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até
hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades
relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação
brasileira e mundial.


Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias.


A Justiça Federal, no Forum Mundial de Educação Profissional de 2009, realizado em Brasília, fez o pedido de perdão post mortem à viúva Ana Maria Freire e família, assumindo o pagamento de "reparação econômica"[1].


A Pedagogia da Libertação






Painel Paulo Freire no CEFORTEPE - Centro de Formação, Tecnologia e Pesquisa Educacional da Secretaria Municipal de Educação de Campinas-SP



Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo
e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e
conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no
campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização
política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em
movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).


No entanto, a obra de Paulo Freire não se limita a esses campos,
tendo eventualmente alcance mais amplo, pelo menos para a tradição de
educação marxista, que incorpora o conceito básico de que não existe
educação neutra. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um
ato político.


Obras


1959: Educação e atualidade brasileira.
Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público
para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de
Pernambuco). 1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p. 1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma. 1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p). 1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p. 1970: Pedagogia do oprimido.
New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968).
Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e
Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.). 1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p. 1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos.
Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975.
Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).
1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p. 1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p. 1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola. 1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p. 1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé. 1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p. 1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam).
Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores
Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo). 1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9). 1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p. 1983: Cultura popular, educação popular. 1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição 1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus. 1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19). 1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes. 1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes. 1990: Conversando con educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva. 1990: Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p. 1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p. 1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d'água. (6 ed. 1995), 127 p. 1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p. 1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p. 1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição. 1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d'água, 120 p. 1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez. 1996: Medo e ousadia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição. 1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.


Bibliografia sobre Paulo Freire


  • BARRETO, Vera. Paulo Freire para educadores. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.
  • BEISIEGEL, Celso de Rui. Política e educação popular. São Paulo, Ática, 1982.
  • BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é método Paulo Freire. São Paulo,
    Brasiliense, 1981 (14 ed, 1988), 113 p. - (Coleção Primeiros Passos).
    Estudo pormenorizado da aplicabilidade do sistema Paulo Freire de
    alfabetização.
  • BRANDÃO, Carlos Rodrigues (editor). O que é método Paulo Freire. São Paulo, Brasiliense, 1981.
  • CABRAL, G. Paulo Freire e justiça social. Petrópolis, Vozes, 1984.
    Obra que ressalta, no pensamento de Freire, a questão de uma ordem
    social justa e fraterna.
  • CANAVIEIRA, Manuel (Org.). Alfabetização: caminho para a
    liberdade.. Lisboa, Edições BASE, 1977, 86 p. Expõe e comenta o sistema
    Paulo Freire de alfabetização e considera-o como uma ação pedagógica
    conscientizadora.
  • CUNHA, Diana A. As utopias na educação; ensaios sobre as propostas
    de Paulo Freire. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1985, 79 p. (2 ed. 1989,
    Educação e Comunicação,v. 14).
  • DAMASCENO, Alberto; ARELARO, Lisete Regina Gomes; FREIRE, Paulo.
    Educação como ato político partidário. 2.ed., São Paulo, Cortez, 1989.
    247 p.
  • DAMKE, Ilda Righi. O processo do conhecimento na pedagogia da
    libertação: as idéias de Freire, Fiori e Dussel. Petrópolis, Vozes,
    1995, 165 p.
  • FREIRE, ANA MARIA ARAUJO. Paulo Freire: uma história de vida.
    Indaiatuba, Villa das Letras, 2006. Biografia completa de Paulo Freire,
    escrita por sua viúva.
  • GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo, Scipione, 1989.(2.ed. 1991). 175 p.
  • GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo, Scipione, 1989.
  • ___________ (org.). Paulo Freire: uma bibliografia. São Paulo, Cortez, 1996.
  • ___________, Peter McLaren e Peter Leonard (org.). Paulo Freire:
    poder, desejo e memórias da libertação. Porto Alegre, Artes Médicas,
    1998.
  • JORGE, J. Simões. A Ideologia de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979.
  • HERNÁNDEZ, Isabel. Educação e sociedade indígena; uma aplicação bilingüe do método Paulo Freire. São Paulo, Cortez, 1981, 114 p.
  • HUMBERT, Colette. Conscientização: a experiência e a investigação de Paulo Freire. Lisboa, Moraes, 1977, 180 p.
  • JANNUZZI, Gilberta S. Martino. Confronto pedagógico: Paulo Freire e
    Mobral, 1979, 111 p. São Paulo,Cortez & Moraes. (3 ed., 1987 pela
    Cortez/Autores Associados-(Coleção Educação Contemporânea).
  • JORGE, J. Simões. A ideologia de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 87 p. (2 ed., 1981).
  • _____________.Sem ódio nem violência: a perspectiva da liberdade
    segundo Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 89p. (2 ed., 1981).
  • _____________.Educação crítica e seu método. São Paulo, Loyola, 1979, 110 p.
  • _____________.Libertação, uma alienação? A metodologia antropológica de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 97 p.
  • MACKIE, Robert (Editor).Comunicação e cultura: as idéias de Paulo
    Freire. Tradução de Paulo Kramer. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981,
    167 p.
  • MAFRA, Jason Ferreira. A conectividade radical como princípio e
    prática da educação em Paulo Freire. 2007. Tese (Doutorado em educação)
    - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2007. Disponível
    em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-30052007-110510/>.
  • MANFREDI, Sílvia Maria. Política e educação popular (experiências
    de alfabetização no Brasil com o método Paulo Freire - 1960-1964). São
    Paulo, Cortez/Autores Associados, 1981, 156 p.
  • MONTEIRO, Agostinho dos Reis. A educação, acto político. Lisboa, Livros Horizontes, 1976.
  • MOURA, Manuel..O pensamento de Paulo Freire; uma revolução na educação. Lisboa, Multinova, 1978, 150 p.
  • MONCLÚS, Antonio. Pedagogia de la contradicción: Paulo Freire. Barcelona, Anthropos, 1988.
  • PAIVA, Vanilda Pereira. Paulo Freire e o
    nacionalismo-desenvolvimentista. . Rio de Janeiro, Civilização
    Brasileira, 1980, 208 p. (Coleção Educação e Transformação, v.3)
    (Boletim CEDOC, pg.89
  • POEL, Maria Salete van der. Alfabetização de adultos: sistema Paulo
    Freire: estudo de caso num presídio. Petrópolis, Vozes, 1981, 224 p.
  • SAUL, Ana Maria (org.). Paulo Freire e a formação de educadores:
    múltiplos olhares. São Paulo, Articulação Universidade/Escola, 2000.
  • SCHMIED-KOWARZIK, Wolfdietrich. "A dialética do diálogo libertador
    de Freire". In: Pedagogia dialética: de Aristóteles a Paulo Freire. São
    Paulo, Brasiliense, 1983, p. 68-80.
  • SCOCUGLIA, Afonso Celso. A história das idéias de Paulo Freire e a
    atual crise de paradigmas. João Pessoa, Editora Universitária, 1999.
  • SCHELLING, Vivian. A presença do povo na cultura brasileira: ensaio
    sobre o pesamento de Mário de Andrade e Paulo Freire. Tradução:
    Federico Carotti. Campinas, Ed. Unicamp, 1990, 421 p.
  • SCHUSTER, Eva. Comunicação e cultura: as idéias de Paulo Freire.
    Tradução de Paulo Kramer. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981, 167 p.
  • VANNUCCHI, Aldo (Org.). Paulo Freire ao vivo. São Paulo, Loyola, 1983. (Coleção EDUC-Ação).
  • TORRES, Carlos Alberto. Leitura crítica de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1981.
  • _____________. Pedagogia da luta: da pedagogia do oprimido à escola pública popular. Campinas, Papirus, 1997.
  • TORRES, Rosa Maria. Educação Popular: um encontro com Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1987.

Site.

Paulo Freire

Paulo Freire



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.




Nota: Para outros significados de Paulo Freire, ver Paulo Freire (desambiguação).











































Paulo Freire


Paulo Freire


Nome completoPaulo Reglus Neves Freire
Nascimento19 de Setembro de 1921

Recife, Pernambuco
Morte2 de Maio de 1997 (75 anos)

São Paulo
NacionalidadeBandeira do Brasil Brasileiro
OcupaçãoEducador
Escola/tradiçãoMarxista
Principais interessesEducação
Idéias notáveisPedagogia crítica

Paulo Reglus Neves Freire (Recife, Brasil 19 de setembro de 1921 — São Paulo, Brasil 2 de maio de 1997) foi um educador brasileiro. Destacou-se por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial[1], tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica.








Índice


[esconder]




Biografia


Paulo Freire nasceu em 19 de setembro de 1921 em Recife. Sua família fazia parte da classe média, mas Freire vivenciou a pobreza e a fome na infância durante a depressão de 1929, uma experiência que o levaria a se preocupar com os mais pobres e o ajudaria a construir seu revolucionário método de alfabetização.
Por seu empenho em ensinar os mais pobres, Paulo Freire tornou-se uma
inspiração para gerações de professores, especialmente na América
Latina e na África. Pelo mesmo motivo, sofreu a perseguição do regime militar no Brasil (1964-1985), sendo preso e forçado ao exílio.[carece de fontes?]


O educador procurou fazer uma síntese de algumas correntes do
pensamento filosófico de sua época, como o existencialismo cristão, a
fenomenologia, a dialética hegeliana e o materialismo histórico.[carece de fontes?]
Essa visão foi aliada ao talento como escritor que o ajudou a
conquistar um amplo público de pedagogos, cientistas sociais, teólogos
e militantes políticos, quase sempre ligados a partidos de esquerda.


A partir de suas primeiras experiências no Rio Grande do Norte, em
1963, quando ensinou 300 adultos a ler e a escrever em 45 dias, Paulo
Freire desenvolveu um método inovador de alfabetização, adotado
primeiramente em Pernambuco. Seu projeto educacional estava vinculado
ao nacionalismo desenvolvimentista do governo João Goulart.


Primeiros trabalhos


Freire entrou para a Universidade do Recife em 1943, para cursar a Faculdade de Direito,
mas também se dedicou aos estudos de filosofia da linguagem. Apesar
disso, nunca exerceu a profissão, e preferiu trabalhar como professor
numa escola de segundo grau lecionando língua portuguesa. Em 1944,
casou com Elza Maia Costa de Oliveira, uma colega de trabalho. Os dois
viveram juntos pelo resto de suas vidas e tiveram cinco filhos.


Em 1946, Freire foi indicado ao cargo de diretor do Departamento de Educação e Cultura do Serviço Social no Estado de Pernambuco, onde iniciou o trabalho com analfabetos pobres. Também nessa época aproximou-se do movimento da Teologia da Libertação.


Em 1961 tornou-se diretor do Departamento de Extensões Culturais da Universidade do Recife e, em 1962, realizou junto com sua equipe as primeiras experiências de alfabetização popular que levariam à constituição do Método Paulo Freire. Seu grupo foi responsável pela alfabetização de 300 cortadores de cana em apenas 45 dias. Em resposta aos eficazes resultados, o governo brasileiro (que, sob o presidente João Goulart, empenhava-se na realização das reformas de base) aprovou a multiplicação dessas primeiras experiências num Plano Nacional de Alfabetização, que previa a formação de educadores em massa e a rápida implantação de 20 mil núcleos (os "círculos de cultura") pelo País.


Em 1964, meses depois de iniciada a implantação do Plano, o golpe militar extinguiu esse esforço. Freire foi encarcerado como traidor por 70 dias. Em seguida passou por um breve exílio na Bolívia e trabalhou no Chile por cinco anos para o Movimento de Reforma Agrária da Democracia Cristã e para a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação. Em 1967, durante o exílio chileno, publicou no Brasil seu primeiro livro, Educação como Prática da Liberdade, baseado fundamentalmente na tese Educação e Atualidade Brasileira,
com a qual o Freire concorrera, em 1959, à cadeira de História e
Filosofia da Educação na Escola de Belas Artes da Universidade do
Recife.


O livro foi bem recebido, e Freire foi convidado para ser professor visitante da Universidade de Harvard em 1969. No ano anterior, ele havia concluído a redação de seu mais famoso livro, Pedagogia do Oprimido, que foi publicado em varias línguas como o espanhol, o inglês (em 1970), e até o hebraico (em 1981). Em razão da rixa política entre a ditadura militar e o socialismo cristão de Paulo Freire[carece de fontes?], ele não foi publicado no Brasil até 1974, quando o general Geisel assumiu a presidência do país e iniciou o processo de abertura política.


Depois de um ano em Cambridge, Freire mudou-se para Genebra, na Suíça,
trabalhando como consultor educacional do Conselho Mundial de Igrejas.
Durante esse tempo, atuou como consultor em reforma educacional em
colônias portuguesas na África, particularmente na Guiné-Bissau e em Moçambique.


Com a Anistia em 1979 Freire pôde retornar ao Brasil, mas só o fez em 1980. Filiou-se ao Partido dos Trabalhadores na cidade de São Paulo, e atuou como supervisor para o programa do partido para alfabetização de adultos de 1980 até 1986. Quando o PT foi bem sucedido nas eleições municipais de 1988, para a gestão de Luiza Erundina (1989-1993), Freire foi nomeado secretário de Educação da cidade de São Paulo. Exerceu esse cargo de 1989 a 1991. Dentre as marcas de sua passagem pela secretaria municipal de Educação está a criação do MOVA - Movimento de Alfabetização, um modelo de programa público de apoio a salas comunitárias de Educação de Jovens e Adultos
que até hoje é adotado por numerosas prefeituras (majoritariamente
petistas ou de outras orientações de esquerda) e outras instâncias de
governo.


Em 1986, sua esposa Elza morreu. Dois anos depois, em 1988,
o educador casou-se com a também pernambucana Ana Maria Araújo Freire,
conhecida pelo apelido "Nita", que além de conhecida muito antiga era
sua orientanda no programa de mestrado da PUC-SP.


Em 1991 foi fundado em São Paulo o Instituto Paulo Freire,
para estender e elaborar as idéias de Freire. O instituto mantém até
hoje os arquivos do educador, além de realizar numerosas atividades
relacionadas com o legado do pensador e a atuação em temas da educação
brasileira e mundial.


Freire morreu de um ataque cardíaco em 2 de maio de 1997, às 6h53, no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, devido a complicações na operação de desobstrução de artérias.


A Justiça Federal, no Forum Mundial de Educação Profissional de 2009, realizado em Brasília, fez o pedido de perdão post mortem à viúva Ana Maria Freire e família, assumindo o pagamento de "reparação econômica"[1].


A Pedagogia da Libertação






Painel Paulo Freire no CEFORTEPE - Centro de Formação, Tecnologia e Pesquisa Educacional da Secretaria Municipal de Educação de Campinas-SP



Paulo Freire delineou uma Pedagogia da Libertação, intimamente relacionada com a visão marxista do Terceiro Mundo
e das consideradas classes oprimidas na tentativa de elucidá-las e
conscientizá-las politicamente. As suas maiores contribuições foram no
campo da educação popular para a alfabetização e a conscientização
política de jovens e adultos operários, chegando a influenciar em
movimentos como os das Comunidades Eclesiais de Base (CEB).


No entanto, a obra de Paulo Freire não se limita a esses campos,
tendo eventualmente alcance mais amplo, pelo menos para a tradição de
educação marxista, que incorpora o conceito básico de que não existe
educação neutra. Segundo a visão de Freire, todo ato de educação é um
ato político.


Obras


1959: Educação e atualidade brasileira.
Recife: Universidade Federal do Recife, 139p. (tese de concurso público
para a cadeira de História e Filosofia da Educação de Belas Artes de
Pernambuco). 1961: A propósito de uma administração. Recife: Imprensa Universitária, 90p. 1963: Alfabetização e conscientização. Porto Alegre: Editora Emma. 1967: Educação como prática da liberdade. Introdução de Francisco C. Weffort. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (19 ed., 1989, 150 p). 1968: Educação e conscientização: extencionismo rural. Cuernavaca (México): CIDOC/Cuaderno 25, 320 p. 1970: Pedagogia do oprimido.
New York: Herder & Herder, 1970 (manuscrito em português de 1968).
Publicado com Prefácio de Ernani Maria Fiori. Rio de Janeiro, Paz e
Terra, 218 p., (23 ed., 1994, 184 p.). 1971: Extensão ou comunicação?. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1971. 93 p. 1976: Ação cultural para a liberdade e outros escritos.
Tradução de Claudia Schilling, Buenos Aires: Tierra Nueva, 1975.
Publicado também no Rio de Janeiro, Paz e terra, 149 p. (8. ed., 1987).
1977: Cartas à Guiné-Bissau. Registros de uma experiência em processo. Rio de Janeiro: Paz e Terra, (4 ed., 1984), 173 p. 1978: Os cristãos e a libertação dos oprimidos. Lisboa: Edições BASE, 49 p. 1979: Consciência e história: a práxis educativa de Paulo Freire (antologia). São Paulo: Loyola. 1979: Multinacionais e trabalhadores no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 226 p. 1980: Quatro cartas aos animadores e às animadoras culturais. República de São Tomé e Príncipe: Ministério da Educação e Desportos, São Tomé. 1980: Conscientização: teoria e prática da libertação; uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. São Paulo: Moraes, 102 p. 1981: Ideologia e educação: reflexões sobre a não neutralidade da educação. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1981: Educação e mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1982: A importância do ato de ler (em três artigos que se completam).
Prefácio de Antonio Joaquim Severino. São Paulo: Cortez/ Autores
Associados. (26. ed., 1991). 96 p. (Coleção polêmica do nosso tempo). 1982: Sobre educação (Diálogos), Vol. 1. Rio de Janeiro: Paz e Terra ( 3 ed., 1984), 132 p. (Educação e comunicação, 9). 1982: Educação popular. Lins (SP): Todos Irmãos. 38 p. 1983: Cultura popular, educação popular. 1985: Por uma pedagogia da pergunta. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 3ª Edição 1986: Fazer escola conhecendo a vida. Papirus. 1987: Aprendendo com a própria história. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 168 p. (Educação e Comunicação; v.19). 1988: Na escola que fazemos: uma reflexão interdisciplinar em educação popular. Vozes. 1989: Que fazer: teoria e prática em educação popular. Vozes. 1990: Conversando con educadores. Montevideo (Uruguai): Roca Viva. 1990: Alfabetização - Leitura do mundo, leitura da palavra. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1991: A educação na cidade. São Paulo: Cortez, 144 p. 1992: Pedagogia da esperança: um reencontro com a Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra (3 ed. 1994), 245 p. 1993: Professora sim, tia não: cartas a quem ousa ensinar. São Paulo: Olho d'água. (6 ed. 1995), 127 p. 1993: Política e educação: ensaios. São Paulo: Cortez, 119 p. 1994: Cartas a Cristina. Prefácio de Adriano S. Nogueira; notas de Ana Maria Araújo Freire. São Paulo: Paz e Terra. 334 p. 1994: Essa escola chamada vida. São Paulo: Ática, 1985; 8ª edição. 1995: À sombra desta mangueira. São Paulo: Olho d'água, 120 p. 1995: Pedagogia: diálogo e conflito. São Paulo: Editora Cortez. 1996: Medo e ousadia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987; 5ª Edição. 1996: Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 2000: Pedagogia da indignação – cartas pedagógicas e outros escritos. São Paulo: UNESP, 134 p.


Bibliografia sobre Paulo Freire


  • BARRETO, Vera. Paulo Freire para educadores. São Paulo: Arte & Ciência, 1998.
  • BEISIEGEL, Celso de Rui. Política e educação popular. São Paulo, Ática, 1982.
  • BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é método Paulo Freire. São Paulo,
    Brasiliense, 1981 (14 ed, 1988), 113 p. - (Coleção Primeiros Passos).
    Estudo pormenorizado da aplicabilidade do sistema Paulo Freire de
    alfabetização.
  • BRANDÃO, Carlos Rodrigues (editor). O que é método Paulo Freire. São Paulo, Brasiliense, 1981.
  • CABRAL, G. Paulo Freire e justiça social. Petrópolis, Vozes, 1984.
    Obra que ressalta, no pensamento de Freire, a questão de uma ordem
    social justa e fraterna.
  • CANAVIEIRA, Manuel (Org.). Alfabetização: caminho para a
    liberdade.. Lisboa, Edições BASE, 1977, 86 p. Expõe e comenta o sistema
    Paulo Freire de alfabetização e considera-o como uma ação pedagógica
    conscientizadora.
  • CUNHA, Diana A. As utopias na educação; ensaios sobre as propostas
    de Paulo Freire. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1985, 79 p. (2 ed. 1989,
    Educação e Comunicação,v. 14).
  • DAMASCENO, Alberto; ARELARO, Lisete Regina Gomes; FREIRE, Paulo.
    Educação como ato político partidário. 2.ed., São Paulo, Cortez, 1989.
    247 p.
  • DAMKE, Ilda Righi. O processo do conhecimento na pedagogia da
    libertação: as idéias de Freire, Fiori e Dussel. Petrópolis, Vozes,
    1995, 165 p.
  • FREIRE, ANA MARIA ARAUJO. Paulo Freire: uma história de vida.
    Indaiatuba, Villa das Letras, 2006. Biografia completa de Paulo Freire,
    escrita por sua viúva.
  • GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo, Scipione, 1989.(2.ed. 1991). 175 p.
  • GADOTTI, Moacir. Convite à leitura de Paulo Freire. São Paulo, Scipione, 1989.
  • ___________ (org.). Paulo Freire: uma bibliografia. São Paulo, Cortez, 1996.
  • ___________, Peter McLaren e Peter Leonard (org.). Paulo Freire:
    poder, desejo e memórias da libertação. Porto Alegre, Artes Médicas,
    1998.
  • JORGE, J. Simões. A Ideologia de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979.
  • HERNÁNDEZ, Isabel. Educação e sociedade indígena; uma aplicação bilingüe do método Paulo Freire. São Paulo, Cortez, 1981, 114 p.
  • HUMBERT, Colette. Conscientização: a experiência e a investigação de Paulo Freire. Lisboa, Moraes, 1977, 180 p.
  • JANNUZZI, Gilberta S. Martino. Confronto pedagógico: Paulo Freire e
    Mobral, 1979, 111 p. São Paulo,Cortez & Moraes. (3 ed., 1987 pela
    Cortez/Autores Associados-(Coleção Educação Contemporânea).
  • JORGE, J. Simões. A ideologia de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 87 p. (2 ed., 1981).
  • _____________.Sem ódio nem violência: a perspectiva da liberdade
    segundo Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 89p. (2 ed., 1981).
  • _____________.Educação crítica e seu método. São Paulo, Loyola, 1979, 110 p.
  • _____________.Libertação, uma alienação? A metodologia antropológica de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1979, 97 p.
  • MACKIE, Robert (Editor).Comunicação e cultura: as idéias de Paulo
    Freire. Tradução de Paulo Kramer. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981,
    167 p.
  • MAFRA, Jason Ferreira. A conectividade radical como princípio e
    prática da educação em Paulo Freire. 2007. Tese (Doutorado em educação)
    - Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, 2007. Disponível
    em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48134/tde-30052007-110510/>.
  • MANFREDI, Sílvia Maria. Política e educação popular (experiências
    de alfabetização no Brasil com o método Paulo Freire - 1960-1964). São
    Paulo, Cortez/Autores Associados, 1981, 156 p.
  • MONTEIRO, Agostinho dos Reis. A educação, acto político. Lisboa, Livros Horizontes, 1976.
  • MOURA, Manuel..O pensamento de Paulo Freire; uma revolução na educação. Lisboa, Multinova, 1978, 150 p.
  • MONCLÚS, Antonio. Pedagogia de la contradicción: Paulo Freire. Barcelona, Anthropos, 1988.
  • PAIVA, Vanilda Pereira. Paulo Freire e o
    nacionalismo-desenvolvimentista. . Rio de Janeiro, Civilização
    Brasileira, 1980, 208 p. (Coleção Educação e Transformação, v.3)
    (Boletim CEDOC, pg.89
  • POEL, Maria Salete van der. Alfabetização de adultos: sistema Paulo
    Freire: estudo de caso num presídio. Petrópolis, Vozes, 1981, 224 p.
  • SAUL, Ana Maria (org.). Paulo Freire e a formação de educadores:
    múltiplos olhares. São Paulo, Articulação Universidade/Escola, 2000.
  • SCHMIED-KOWARZIK, Wolfdietrich. "A dialética do diálogo libertador
    de Freire". In: Pedagogia dialética: de Aristóteles a Paulo Freire. São
    Paulo, Brasiliense, 1983, p. 68-80.
  • SCOCUGLIA, Afonso Celso. A história das idéias de Paulo Freire e a
    atual crise de paradigmas. João Pessoa, Editora Universitária, 1999.
  • SCHELLING, Vivian. A presença do povo na cultura brasileira: ensaio
    sobre o pesamento de Mário de Andrade e Paulo Freire. Tradução:
    Federico Carotti. Campinas, Ed. Unicamp, 1990, 421 p.
  • SCHUSTER, Eva. Comunicação e cultura: as idéias de Paulo Freire.
    Tradução de Paulo Kramer. Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1981, 167 p.
  • VANNUCCHI, Aldo (Org.). Paulo Freire ao vivo. São Paulo, Loyola, 1983. (Coleção EDUC-Ação).
  • TORRES, Carlos Alberto. Leitura crítica de Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1981.
  • _____________. Pedagogia da luta: da pedagogia do oprimido à escola pública popular. Campinas, Papirus, 1997.
  • TORRES, Rosa Maria. Educação Popular: um encontro com Paulo Freire. São Paulo, Loyola, 1987.

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Educação Especial na Escola.

Educação Especial na Escola

    Renovação em busca da cidadania, democracia em que todos os alunos recebam a ajuda particular requerida por suas necessidades individuais de aprendizagem, com vistas à educação inclusiva.
    Comprometendo a sobrevivência, desenvolvimento e convivência social por razões de raízes sócio-históricas e culturais. Mudando do ponto de vista legal, educacional, político ou filosófico, mudança da sociedae ser coerente no discurso legal e a sua prática social. Para soluções de convivência na diversidade que caracteriza e enriquece, dá sentido e significado.
    "Há que buscar soluções para a convivência na diversidade que caracteriza e enriquece, dá sentido e significado. Há que efetivamente favorecer a convivência e a familiaridade com as pessoas com deficiência, derrubando as barreiras físicas, sociais, psicológicas e instrumentais que as impede de circular no espaço comum". (Aranha-2000).
    Na educação a política assegure a participação de todos os alunos no ensino regular, a apropriação do conhecimento e a orientação pedagógica especializada aos de necessidades educacionais especiais, objetivando o respeito à cidadania e a melhor qualidade dos atendimentos prestados.
    A Educação Inclusiva reestrutura par um espaço democrático e competente seje trabalhar com todos os educandos, sem distinção de etnia, classe social, genêro ou condições pessoais. Implica em conhecimento e as oportunidades com fins da educação.
    O conceito propõe seu projeto pedagógico (currículo, metodologia, avaliação, atendimento educacional especializado, etc.) para as ações de interação social adequadas à diversidade de seu alunado.


“O Brasil nasceu e cresceu
sem experiência de diálogo. De cabeça baixa, com receio da Coroa. Sem
imprensa. Sem relações. Sem escolas. ‘Doente’. Sem fala autêntica
(...); o pior acidente que teve o Brasil em sua enfermidade foi o
tolher-se-lhe a fala: muitas vezes se quis queixar justamente, muitas
vezes quis pedir os remédios de seus males, mas sempre lhe afogou as
palavras na garganta, ou o respeito, ou a violência: e se alguma vez
chegou algum gemido aos ouvidos de quem devera remediar, chegaram
também as vozes do poder e venceram os clamores da razão.” (Paulo
Freire, através de um dos sermões do Padre Antonio Vieira - Educação
Como Prática Da Liberdade, Paz E Terra, 1994, págs. 74 e 75).


“O
capitalismo produziu, historicamente, no Brasil, como na maioria dos
países de Terceiro Mundo, um antagonismo entre escola e trabalho e
avança atualmente, verticalizando exclusões múltiplas que, na
instituição escolar, vêm sendo camufladas como formas de ‘inclusão’.
Multiplicam-se, entre nós, os trabalhadores sem trabalho, os estudantes
sem estudo, os cidadãos sem cidadania.” (Célia Linhares - Formação De
Professores Pensar E Fazer, Questões Da Nossa Época, Cortez, 2002, pág.
9).

 “Atrás
de todo preconceito há um discurso de poder. O Brasil foi colonizado
por brancos, europeus, do sexo masculino. Eles construíram todo um
discurso ideológico sobre a própria superioridade (...). A colonização
européia foi substituída pela colonização norte-americana. Os monarcas
portugueses, pelo FMI. Mas o discurso ideológico ainda continua o
mesmo.” (Eduardo Mascarenhas - O Dia, Caderno D, 13/06/1992, pág. 3).


“O ensino de boa qualidade, que
está implícito no direito de cidadania não é democratizado. Assim a
competição pelos melhores postos no mercado de trabalho inicia-se
precocemente e de forma heterogênea, nas salas de aula do ensino
fundamental. Na corrida para o futuro profissional, os que têm
condições de pagar escolas de boa qualidade saem muito na frente
daqueles que buscam a possibilidade de uma vida melhor nas carteiras
quebradas de sombrias salas de aula das escolas públicas. Não há
qualquer exagero em se afirmar que uma das soluções mais eficientes
para reduzir o desemprego, a médio e logo prazos, é o resgate da
qualidade do ensino. Não se constrói uma nação apenas com tecnologia de
ponta. A inserção soberana e competitiva do Brasil na economia global
somente será possível se o País encontrar meios para se diferenciar num
requisito insubstituível: o talento humano.” (Wander Soares - O Dia,
Coluna Opinião, 04/04/1998, pág. 6).


“O
Brasil vai sendo recolonizado, perdendo por inteiro o controle público
das telecomunicações (o que nenhum país desenvolvido fez) adotando
tecnologias de desemprego sem se preocupar com a face humana da
modernização, apostando tudo na velha ‘verdade’ liberal que ensina que
o privado e o lucro são os motores da vida social. Nunca a ideia de
nação soberana e solidária esteve tão abalada. Nunca um povo foi tão
induzido a viver no egoísmo e na apatia, sem ter projeto de sociedade e
tomar em suas mãos o próprio destino. A noção de nação está acabando no
mundo do mercado, onde tudo é negociado e só os ‘competentes’ mandam.
Retomá-la é preciso!” (Chico Alencar - O Dia, Coluna Opinião,
07/09/1998, pág. 10).

 

“Educar
é contar histórias. Contar histórias é transformar a vida na
brincadeira mais séria da sociedade. (...) Falar do conhecimento sem
humanizá-lo, sem resgatar a emoção da história, perpetua nossas
misérias e não as curas.” (Augusto Cury - Pais Brilhantes Professores
Fascinantes, Sextante, 2003, págs. 132 e 133).

“O
Brasil está convivendo com o pior dos mundos econômicos: juros
artificialmente altos e câmbio pesado. Trata-se do cenário ideal para o
capital especulativo, aquele que não significa investimento, e mais
parece um abutre das economias incipientes.” (Gilberto Ramos - O Dia,
Coluna Opinião, 11/11/1998, pág. ?).

 



 “Chega de
viver entre o Medo e a Raiva! Se não aprendermos a viver de outro modo,
poderemos acabar com nossa espécie. É preciso começar a trocar
carícias, a proporcionar prazer, a fazer com o outro todas as coisas
boas que a gente tem vontade de fazer e não faz, porque ‘não fica bem’
mostrar bons sentimentos! No nosso mundo negociante e competitivo,
mostrar amor é... um mau negócio. O outro vai aproveitar, explorar,
cobrar... Chega de negociar com sentimentos e sensações. Negócio é de
coisas e dinheiro - e pronto! (...) Vamos nos reforçar positivamente. É
o jeito - o único jeito - de começar um novo tipo de convívio social,
uma nova estrutura, um mundo melhor.” (José Ângelo Gaiarsa - Introdução
em A Carícia Essencial : Uma Psicologia Do Afeto de Roberto
Shinyashiki, Gente, 1985, pág. 9


“O Brasil é um país enorme. Com homens bem pequenininhos.” (Millôr Editorial, O Dia, 07/09/1997, pág. 8).

 

 

“O
homem só constrói com o outro, seja o outro como for.” (Frase retirada
do texto de divulgação do V Encontro Regional De Educadores Freinet -
Excluídos: Potencialidades Caladas!, promovido pelo I Núcleo De Estudos
E Pesquisas sobre Pedagogia Freinet e Psicomotricidade, em novembro de
2002).  

 

        
“Ser solidário é ter o coração comprometido com razões e emoções
superiores às mesquinharias cotidianas, ao materialismo exacerbado, às
pequenezas mundanas que podem sugar, aos poucos, a energia vital dos
seres humanos.” (Gabriel Chalita - Pedagogia Do Amor, Gente, 2003,
págs. 182 e 183).

 

         “O que importa é ajudar os outros a vencer (...).” (Leila Navarro - Talento Para Ser Feliz, Gente, 2005, pág. 122).

 




quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

orkut - Perfil de ஐDe bem com

orkut - Perfil de ஐDe bem com: "--->Pαяα α mαmãє α mociиhα,
Pαяα o pαpαi α mєиiиiиhα,
Pαяα α vovó α inocєиtє,
Pαяα os amigos α doidα,
Pαяα os descoиhecidos α mєtidα,
Pαяα os iиimigos α qůαℓqůєr,
Pαяα o mєů αmoя α mєℓhoя,
Pαяα os αdmiяαdoяєs α ℓiиdα,
Pαяα os cαяiиhosos α Pяiиcєsiиhα,
Pαяα os iиcompяєєиsívєis α chαtα,
Paяα mim?!
Apeиαs ůma gαяotα vivєиdo no sєů můdiиho tєиtaиdo sєя fєℓiz com єssє mєů jєitiиh
o dє sєя!!<--
---------------------*---------------------
/(',)\   נєιтιинσ ∂є ¢яιαиçα,
-/♥\-   ѕσяяιѕσ ∂є мєиιиα,
_| |_"